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Crítica | Reality show “O Crush Perfeito” é adaptação fiel da versão original

Crítica | Reality show

Para criar um programa de encontros e paqueras não é preciso muito além de duas pessoas motivadas a conhecerem um grande amor. Isso, no entanto, não costuma ser levado em conta na hora de desenvolver essas atrações, pois prender a atenção do público e entreter é a prioridade, por isso vemos muitos programas com competições e disputas que beiram o absurdo.

Com O Crush Perfeito, que estreou recentemente na Netflix, é diferente, uma vez que o principal apelo é a simplicidade. A série é uma versão brasileira de Dating Around, que por aqui recebeu o título de Amor, Amizade… ou Adeus, e chegou na plataforma de streaming em seis curtos episódios de cerca de meia hora cada. A premissa principal do reality show é promover cinco encontros envolvendo seis pessoas: um pretendente para cinco candidatos que não se conhecem.

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Imagem: Divulgação

O Crush Perfeito não perdeu nada da essência da versão estrangeira. Os encontros começam na frente do restaurante, com o pretendente esperando a pessoa que irá participar do encontro às cegas chegar. Então, eles se dirigem a uma mesa externa para tomar um drink enquanto esperam a mesa ficar pronta, até que jantam e finalmente chega a hora de alguém tomar a decisão de querer ou não continuar o “date”.


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Caso a conversa tenha sido boa e o pretendente sinta que vai valer a pena continuar com o encontro, eles saem para caminhar pela cidade (no caso São Paulo) e para ir a outro lugar. Depois, eles dividem o mesmo carro na volta para casa. Caso nenhum deles veja futuro, o restaurante é a primeira e última parada e cada um vai para seu canto.

Para parecer que tudo acontece no mesmo dia, ou ainda em mundos paralelos, por que não, o candidato vai a todos os encontros com a mesma roupa, cabelo e maquiagem, permitindo que a edição se divirta. Algumas conversas estão acontecendo e, de repente, a resposta que se encaixaria à primeira pergunta na verdade é para outro encontro e outro assunto, em cortes perfeitos. Esse tipo de montagem acontece bastante durante os episódios, deixando eles mais divertidos, assim como os silêncios constrangedores por pouca coisa, que visivelmente foram forçados pela edição.

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Imagem: Divulgação

Em apenas uma temporada, O Crush Perfeito teve mais diversidade do que as duas temporadas de Dating Around. Os seis primeiros episódios da versão brasileira contam com casais gays e lésbicos, encontros de pessoas mais velhas e um participante que é um homem trans logo no primeiro episódio. Essas pessoas compartilham parte de suas vidas nesses encontros rápidos falando sobre aceitação e relação com a família, e até mesmo consequências de relacionamentos passados.

Não tem nada de O Crush Perfeito que não se assemelhe a Dating Around, com exceção do idioma e da cultura brasileira, claro. Mesmo que não haja grandes competições e estratégias para conquistar alguém, o reality show cumpre a missão de entreter, afinal ele desperta aquela curiosidade mais pura do que nos faz assistir a um programa do tipo: espiar a vida do outro, criticar as atitudes, se identificar e dar opiniões até em momentos mais íntimos. Tudo parece ser tão atrativo quanto assistir a uma ficção.

Por mais diferentes que sejam os programas de paqueras, todos eles têm o mesmo objetivo de unir pessoas pelas suas afinidades. Então não é a simplicidade de O Crush Perfeito que o descredita como uma ótima opção para os fãs do gênero que estão em busca de algo fácil e leve de assistir. O reality show já está disponível na Netflix em uma temporada, enquanto Dating Around já conta com duas temporadas na plataforma de streaming.

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Fonte: Canaltech